
Novo radar da Orbisat ultrapassa limite de precisão em mapeamento cartográfico
A Orbistar conseguiu alcançar, com o último modelo do radar cartográfico OrbiSAR RFP, a precisão em mapeamento cartográfico de florestas de um metro. O sistema, que é aerotransportado, superou em meio metro seu antecessor. A tecnologia está disponível apenas no Brasil e é fruto de pesquisas que duraram cerca de um ano e custaram à empresa mais de R$ 500 mil. A companhia anunciou, ainda, que pretende investir mais R$ 1 milhão em pesquisas para reduzir a precisão em mais meio metro.
O sistema aerotransportado SAR/InSAR está voltado para o uso civil. Ele emite ondas eletromagnéticas de 3 a 80 cm, o que permite a captação de imagens sem interferência da atmosfera. Além disso, o radar consegue obter informações como distribuição de biomassa e escoamento hidrológico.
Segundo João Moreira, diretor da Orbisat, o equipamento facilita ainda mais os trabalhos de mapeamento. “Encontramos uma classe de precisão altimétrica inédita no mercado. Com ela é possível detalhar melhor o projeto básico de uma obra com trabalho de campo reduzido, como por exemplo, ao receber nossos dados sobre mapeamento de uma mina, uma mineradora pode definir o caminho para encontrar o minério, para construir estradas e ferrovias, com muito menos trabalho de campo, que é caro e demorado. Assim há uma redução de custo e prazo para a etapa de levantamento topográfico dessas obras”.
Com o novo sistema, uma área de 1000 km na Floresta Amazônica pode ser mapeada em 3 meses. A tecnologia InSAR da Orbisat já foi utilizada em projetos de sensoriamento no Brasil, na Venezuela e em países da Europa.
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