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Os 900 militares que vão reforçar o contingente do Batalhão Brasileiro Força de Paz no Haiti começam a embarcar na semana que vem. Segundo o almirante Paulo Zuccaro, subchefe de Comando e Controle do Estado-Maior de Defesa do Ministério da Defesa, desses 900 militares, 809 são do Exército Brasileiro (sendo 150 da polícia do Exército), 90 são Fuzileiros Navais e um oficial é da Força Aérea Brasileira.
“A nossa intenção é colocar o novo contingente na máxima brevidade. Até porque, se não tivéssemos o compromisso de nos mobilizar rápido, não teríamos aprovação da ONU para o emprego desses militares”, explicou o almirante, que representa o Ministério da Defesa no gabinete de crise sobre o Haiti, coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Zuccaro participou na manhã desta quarta-feira (03) de entrevista coletiva concedida pelo General Jorge Armando Félix, ministro-chefe do GSI.
O almirante explicou que os militares do Exército Brasileiro que irão para o Haiti virão de várias partes do país e não apenas de um comando de área, como costuma acontecer no rodízio normal do contingente brasileiro. E não necessariamente eles terão que ter servido no Haiti anteriormente. Segundo o Almirante, as Forças terão “liberdade” para definir a origem e o perfil dos militares. “Cada Força decidiu como organizar sua parte no novo contingente”, disse.
O almirante esclareceu que o Brasil fez um oferecimento inicial à ONU de 1.300 militares para reforçar o Batalhão Brasileiro. Esse número dobra a presença militar brasileira no Haiti. Mas a ONU aceitou, de imediato, o envio de 900 militares. O governo brasileiro decidiu se antecipar e solicitou ao Congresso o envio de 1.300 militares. Os 900 seguirão agora e os outros 400 ficarão de prontidão, e já com a autorização do Congresso, para embarcar caso a ONU necessite e requisite ao Brasil.
Durante a entrevista, o general Félix informou que desde o dia 13, um dia após o terremoto que devastou o Haiti, até agora, a Força Aérea Brasileira já realizou 60 voos para aquele país. Foram transportadas 56 toneladas de água e 225 toneladas de medicamentos. Cerca de 1.000 pessoas também foram transportadas nos aviões da Força Aérea. Texto: Ministério da Defesa
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