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Por Cristián Marambio O Grupamento de Helicópteros da Força Aérea do Chile (FACh), baseado em Porto Príncipe, no Haiti, completou na última quarta-feira (3) nove mil horas de voo. Mais que uma contagem de rotina, por trás deste número está o incansável trabalho de dezenas de pilotos, mecânicos, tripulações e, em geral, dos dez contingentes anteriores, que dedicaram seus maiores esforços para o cumprimento das tarefas designadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) no país caribenho. São seis anos de intenso trabalho e de extenuantes jornadas, nas quais o pessoal tem trabalhado dia e noite. Hoje, o XI Grupamento, sob o comando do coronel de aviação Duncan Silva, tem a satisfação de haver cumprido uma nova meta de operações sem nenhum acidente.
Os contingentes que cumpriram missões no país realizaram um total de 312 evacuações aeromédicas, nas quais figuram assistências a funcionários da ONU e à população local. Depois do terremoto que devastou Porto Príncipe no último dia 12 de janeiro, as ações das tripulações e seus helicópteros permitiram que 14 vidas fossem salvas.
O pessoal do atual contingente foi peça chave no transporte das primeiras pessoas resgatadas com vida do Hotel Montana, onde chegaram com seus helicópteros para recolher os pacientes mais críticos enquanto o alerta internacional não era ativado.
Além disso, foram encarregados de transportar importantes autoridades da ONU, que requeriam voos para quantificar os danos deixados pelo forte abalo sísmico. Desta maneira, a bordo dos UH-1H, foram realizados voos de reconhecimento com autoridades como o secretário geral da ONU, Ban Ki Moon, o presidente haitiano, René Preval, o novo representante especial do secretário geral da ONU, Edmon Mulet, a coordenadora humanitária da ONU e representante especial adjunta do secretário geral, Kim Bolduc e o force commander da MINUSTAH, general Floriano Peixoto.
Desde que o Grupamento está em operação, já foram transportados mais de 103.500 kg de carga e foram contabilizadas 5.971 saídas dos UH-1H da FACh para patrulhas aéreas e vôos de Comando e Controle em apoio a operações terrestres. As missões noturnas somaram 1.234,9 horas de voo, todas com a utilização de óculos de visão nortuna.
Desta maneira, o XI Grupamento de Helicópteros pode considerar a missão cumprida, mesmo que cheia de momentos difíceis, mas possível graças ao apoio da instituição, do estado maior da Defesa Nacional e todos os organismos da MINUSTAH, assim como o profissionalismo de seus integrantes, que logrou com honra, mais uma vez, os objetivos propostos durante seu período na área da missão, zelando, a todo momento, pelo fortalecimento da paz no Haiti.
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