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Sistema para navegação aérea transmitirá informações em tempo real para LAAD PDF Imprimir E-mail
Ter, 14 de Abril de 2009 10:14

Atech demonstrará durante o evento sua tecnologia de controle de tráfego 

 

O público presente à LAAD (Latin America Aeroespace and Defence), que acontece de 14 a 17 de abril, no RioCentro, Rio de Janeiro, poderá acompanhar de perto o dia a dia dos  voos que chegam e partem dos aeroportos de  São Paulo, principalmente, de Congonhas. As imagens, em tempo real, desse  tráfego aéreo serão  obtidas  por meio da estação ADS-B (sigla para Vigilância Dependente Automática por Radiodifusão), disponibilizada, no Brasil, pela Atech Tecnologias Críticas.

 

A antena da estação ADS-B, instalada no alto do prédio na sede da Atech, no bairro da Vila Olímpia, na capital paulista,  vai captar os sinais das aeronaves e a sua visualização ocorrerá em um console colocado no estande da organização na LAAD. Em um cenário real de controle das operações aéreas , esses dados seriam transmitidos para os centros de controle de voo.

 

O equipamento é considerado um provável substituto dos radares secundários e está se tornando imprescindível como meio de vigilância de aeronaves e veículos, capaz de viabilizar diversos benefícios da mais avançada gestão no controle do espaço aéreo. A ADS-B estará acoplada ao STVD (Sistema de Tratamento de Visualização de Dados), desenvolvido pela Atech. A tecnologia possibilita  que o sistema  receba e processe os dados da antena ADS-B para apresentar ao controlador a posição da aeronave que possuir este equipamento. Ao contrário do radar, que envia informações a cada dez segundos, na estação ADS-B o tráfego de dados leva de um a meio segundo, conforme a configuração requerida. Tal característica confere mais precisão ao panorama fornecido, o que permite uma diminuição da distância entre as aeronaves e garante maior fluidez.

 

Pelos benefícios que oferece, a implantação de ADS-B conta com apoio de usuários, organizações e prestadores de serviços de navegação aérea, em âmbito mundial. Programas de ensaios e testes de ADS-B estão em andamento nos cinco continentes, o que gera excelentes expectativas quanto ao emprego do novo conceito de vigilância ainda em um futuro próximo.
 

O Brasil se mantém atualizado com as mais avançadas tecnologias no campo da vigilância aérea por iniciativa da CISCEA (Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo), do  DECEA ( Departamento de Controle do Espaço Aéreo), órgãos da aeronáutica,  e parceiros como a Atech. A organização também já integra sinais de ADS-C no sistema automatizado de controle de tráfego aéreo no ACC Atlântico (Centro de Controle de Voo), em Recife (PE), responsável pelas rotas oceânicas.
 

Sobre o ADS - foi desenvolvido como um novo conceito de vigilância que estabelece um patamar de evolução para a atividade. Nele, o sistema de bordo da aeronave transmite, de modo automático e frequente, dados sobre posição, altitude, velocidade e outras informações relevantes sobre o voo.
 

Na modalidade ADS-C (Vigilância Dependente Automática por Contrato), os dados são recebidos por um sistema de solo com o qual a aeronave tenha estabelecido uma conexão correspondente (logon). Quando se trata da modalidade ADS-B (Vigilância Dependente Automática por Radiodifusão, ou ADS-Broadcast), os dados são recebidos, tanto pelas unidades de solo como pelas demais aeronaves ou veículos equipados, nos aeroportos ou no espaço aéreo.

 

Os radares primários e secundários são usados intensamente sem grandes modificações desde o final da Segunda Grande Guerra para a vigilância das aeronaves e controle do tráfego aéreo em todas as regiões do mundo. Os resultados sempre foram importantes e positivos, mas têm inconvenientes, como alto preço de aquisição, instalação e manutenção.

 

Agora, com o novo conceito desenvolvido, a visualização das aeronaves, a partir dos dados fornecidos por ADS-B, tem atualização a intervalos de um segundo, sendo potencialmente mais precisa e confiável que a obtida  por meio de radares secundários. O avanço é considerado básico para operacionalizar novos procedimentos para a melhoria da utilização do espaço aéreo e dos aeroportos, em qualquer condição meteorológica.